Resumen:
Aborda a relação entre a crise política e os problemas econômicos e sociais do Brasil. Ele cita um editorial do Correio da Manhã, que atribui a crise à inépcia do governo e, especialmente, do presidente da República, por não utilizar seu poder para organizar o trabalho e impulsionar a riqueza nacional. Segundo o jornal, a solução seria uma reforma política, que colocasse no poder governantes comprometidos com uma administração construtiva. Questiona, no entanto, como essa mudança poderia ocorrer dentro do atual sistema constitucional, já que, mesmo diante da urgência da crise, a substituição do governo só poderia ocorrer dentro de dois anos. Ele argumenta que o problema central não é apenas trocar governantes, mas reformar o próprio sistema político, criando mecanismos para remover governos ineficazes imediatamente. Defende que, se o Brasil adotasse o parlamentarismo, essa preocupação não existiria, pois um governo incapaz poderia ser substituído assim que sua ineficiência ficasse evidente. O atual presidencialismo, por outro lado, impede essa renovação e mantém governantes no poder mesmo quando já demonstraram sua incompetência. Assim, para Pilla, a verdadeira solução para a crise não é apenas uma troca de líderes, mas sim a instituição de um regime parlamentarista, que permitiria uma governança mais ágil e eficaz.