Resumo:
Aborda a situação política no Brasil, destacando a crise de governabilidade e a falha na capacidade do governo e dos partidos em controlar a situação. Pilla se refere a uma entrevista de Gabriel Passos, na qual ele comenta a dificuldade de gerenciar a situação política, corroborada pela incapacidade do governo em resolver os problemas, contribuindo, muitas vezes, para o agravamento da crise. O debate sobre a oposição é central, com Pilla comentando a afirmação de Tancredo Neves, que afirmou não haver oposição no Brasil. No entanto, concorda com a ideia de que não existe uma oposição clássica, no sentido constitucional, uma vez que o sistema presidencialista impede uma oposição estruturada e organizada. Ele argumenta que, em vez de uma oposição institucional, existe uma "oposição dispersa", ou seja, uma oposição que é mais fragmentada e aleatória. Também critica a oposição pessoal contra Getúlio Vargas, reconhecendo que, no atual sistema político, o governo é altamente centralizado em torno da figura do presidente. Para que uma oposição verdadeira e eficiente exista, Pilla sugere a necessidade de uma reforma política para adotar um sistema parlamentarista, no qual os partidos e a oposição desempenhem papéis estruturais e necessários, e não dependam da figura do presidente para sua existência.