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dc.contributor.author Pilla, Raul
dc.date.accessioned 2025-02-27T15:53:18Z
dc.date.available 2025-02-27T15:53:18Z
dc.date.issued 1954-03-28
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/20.500.11959/7354
dc.description.abstract Discute o receio de Rachel de Queiroz em relação ao parlamentarismo, argumentando que sua visão é distorcida por medo. A escritora, temendo que um governo parlamentarista pudesse cair nas mãos de figuras como Getúlio Vargas ou Jânio Quadros, não consegue compreender plenamente a dinâmica do sistema parlamentar, comparando-o erradamente com o presidencialismo. Para Pilla, esse medo é infundado e responde mais a interesses pessoais ou a uma falta de entendimento do funcionamento político. Ele aponta que, no sistema presidencialista, o presidente eleito diretamente pelo povo tem poderes imensos, permitindo-lhe consolidar uma "maioriazinha" e garantir sua permanência no poder. Já no parlamentarismo, o governo depende da confiança do parlamento, podendo cair a qualquer momento por uma simples votação. Critica o fato de Rachel de Queiroz não reconhecer que, no sistema parlamentar, a instabilidade governamental é uma característica que pode ser vantajosa para evitar o caudilhismo e a proliferação de governos autoritários. Ele vê a hesitação de Rachel como uma manifestação do medo irracional, que leva a raciocínios errados sobre a eficácia do sistema parlamentar. No final, defende que o parlamentarismo, longe de ser uma solução para o autoritarismo, é uma alternativa mais equilibrada ao presidencialismo, que favorece o controle de um único poder, frequentemente corroído por interesses pessoais e políticos. pt_BR
dc.subject Rachel de Queiroz; Parlamentarismo; Instabilidade; Votação; Política; Autoritarismo; Democracia pt_BR
dc.title Microscópio: Medo... (1954-03-28) pt_BR
dc.type Other pt_BR


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