Resumo:
Comenta a posição do senador Assis Chateaubriand, que, influenciado pela sua experiência como empresário, é contra a adoção do sistema parlamentarista no Brasil. Entende a oposição de Chateaubriand, que acredita que o país perderia o dinamismo necessário para seus grandes empreendimentos num regime baseado no debate e virtude política. No entanto, Pilla critica os argumentos apresentados pelo senador, especialmente no que se refere à falta de clareza sobre o funcionamento do parlamentarismo. Ele aponta que Chateaubriand, ao afirmar que o sistema parlamentarista poderia levar Getúlio Vargas de volta à presidência, ignora a proposta da Emenda parlamentarista que, desde sua primeira apresentação, já estabelecia a inelegibilidade do presidente da República. Destaca que, embora o senador tenha o direito de se opor à reforma, ele ultrapassa certos limites ao argumentar de maneira imprecisa e desinformada. Para Pilla, a visão de Chateaubriand sobre o parlamentarismo é limitada e falha ao reduzir o sistema à simples eleição do presidente pelo Congresso, esquecendo as outras características fundamentais que tornam o parlamentarismo uma alternativa legítima e necessária para o Brasil. Defende que a proposta de mudança não favorece nenhum caudilho, como Getúlio Vargas, e argumenta que a adoção do parlamentarismo seria uma forma de evitar os perigos do sistema presidencialista e garantir maior estabilidade política.