Abstract:
Reflete sobre o período eleitoral no Brasil, onde muitos buscam cargos políticos, como vereadores, deputados, senadores, governadores e até a presidência da República. Ele observa que, em nossa democracia, esses cargos muitas vezes se tornam um fim em si mesmos, e não um meio para um bom governo. Pilla critica a "caçada de legendas", onde a principal tática eleitoral é o controle de eleitores, seja real ou imaginário. Em meio a essa reflexão política, ele aborda uma questão linguística: a acentuação correta das palavras "senatoria" e "senatória". Brinca com a confusão gerada pela pronúncia popular e distingue que "senatoria" é um substantivo, significando o cargo de senador, enquanto "senatória" (com o acento no "o") é a forma feminina do adjetivo relacionado ao Senado. Ele esclarece que, se um cidadão deseja alcançar o cargo de senador, ele quer a "senatoria" (cargo, mandato), enquanto "senatória" se refere ao adjetivo que qualifica algo relacionado ao Senado. Finaliza defendendo a importância da precisão na linguagem, já que a falta de clareza pode gerar mal-entendidos. Esse pequeno desvio linguístico é, para ele, uma metáfora das distorções na política brasileira, onde interesses pessoais, como o desejo de um cargo, frequentemente ofuscam o verdadeiro propósito do mandato público.