Resumo:
Comenta a crise política em São Paulo, que reflete um problema nacional. Ele cita o jornalista Macedo Soares, que descreve a situação como marcada pelo interesse exclusivo dos partidos políticos em garantir o poder para aliados, sem pensar no bem comum. Afirma que esse fenômeno não é exclusivo de São Paulo, mas é um mal generalizado no Brasil, onde os partidos se mostram incapazes de agir para resolver questões públicas, priorizando seus próprios interesses. A causa principal, segundo o autor, é a falta de partidos verdadeiros, voltados para o bem comum, e a degeneração das organizações políticas. Para Pilla, a raiz do problema está no sistema presidencialista vigente, que transforma o governo em um jogo de interesses pessoais e irresponsáveis. O sistema presidencialista, ao concentrar o poder nas mãos de governantes municipais, estaduais e nacionais, cria uma estrutura onde os partidos se tornam meros sindicatos eleitorais, lutando por vantagens no poder, e não por princípios ou ideias. Conclui que, mesmo quando os partidos se dizem favoráveis a candidatos apartidários, é para garantir que esses candidatos sirvam aos seus próprios interesses. A desordem política observada em São Paulo e no resto do Brasil, portanto, é um reflexo do sistema político que favorece essa dinâmica de poder pessoal e de interesse próprio, em vez de promover uma verdadeira atuação política voltada para a sociedade.