Resumo:
Comenta sobre a escolha de candidatos ao governo de São Paulo, destacando a dependência do sistema presidencialista nas nomeações. Observa que, no presidencialismo, as nomeações para cargos como secretário de Estado ou ministro dependem em grande parte do favoritismo do chefe do Estado, seja o governador ou o presidente da República. Essa prática é uma herança da monarquia e perpetua a centralização do poder, com um único líder emergindo como a figura de comando. A escolha de ministros no presidencialismo, segundo Pilla, tende a ser influenciada pela conveniência e pela busca por pessoas que não representem ameaça ao governo, favorecendo mediocridades em detrimento de figuras mais qualificadas. Em contraste, o sistema parlamentar exige que o chefe do gabinete se cerque de ministros competentes, pois a estabilidade do governo depende da capacidade de seus membros. Argumenta que no presidencialismo, os ministros frequentemente recebem méritos que são devidos a suas próprias iniciativas, mas, em última análise, a qualidade das escolhas é prejudicada pela natureza do sistema. Além disso, o processo eleitoral, ao demandar sacrifícios políticos, pode levar à eleição de pessoas sem as qualificações adequadas. Ele conclui refletindo sobre as limitações do presidencialismo, destacando a escolha de ministros como um exemplo claro dessa falha, em comparação com o sistema parlamentar.