Resumen:
Destaca a importância da campanha contra a corrupção iniciada pelos estudantes no dia de Tiradentes, comparando-a a lutas históricas como a abolição e a proclamação da república. Ele argumenta que o Brasil vive o fim de um regime, não apenas pelos escândalos que se acumulam, mas porque a própria estrutura do sistema político é irresponsável e despótica, contribuindo para a gangrena que apodrece o país. Segundo Pilla, regimes não podem sobreviver indefinidamente quando toleram e favorecem a corrupção. No caso brasileiro, não é apenas a negligência dos governantes que leva ao colapso, mas sim a própria essência do sistema, que gera e alimenta os abusos. A assembleia de estudantes, da qual ele participou, expôs com clareza a imoralidade e os escândalos recentes, revelando um verdadeiro "mar de lama" que submerge o país. Para Pilla, essa campanha deve ir além da denúncia dos sintomas e investigar as causas da corrupção, buscando uma terapêutica eficaz para o problema. Apenas assim o regime, já desmoralizado, poderá ser extirpado como um tumor maligno. Conclui afirmando que estamos diante de um processo inevitável de transformação, pois um regime incapaz de se renovar está fadado a desaparecer. Se o Brasil não estivesse vivendo esse momento de mudança, significaria que teria perdido sua capacidade de sobrevivência e evolução.