Abstract:
Responde a uma crítica do leitor Basileu Chaves sobre o uso do termo senatoria, defendendo sua posição com base na lexicografia e na formação de palavras. Ele reconhece o processo de derivação imprópria, pelo qual um adjetivo pode ser substantivado, mas argumenta que, no caso específico, já existem os substantivos senadoria e senatoria para designar o cargo de senador. Pilla explica que, historicamente, os dicionários mais antigos registravam apenas senado e senador, enquanto dicionaristas posteriores, como Cândido de Figueiredo, passaram a incluir senadoria e senatoria, sendo esta última um neologismo brasileiro. Ele destaca que em várias fontes lexicográficas, senatoria aparece como a forma correta, enquanto senatória é considerada uma deturpação prosódica, isto é, uma variação imprópria de pronúncia. Rejeita a ideia de que a forma substantiva deveria ser senadoria, argumentando que há palavras de origem culta e popular, e que ambas podem coexistir na língua. Ele conclui que, por já existirem substantivos próprios para expressar o conceito desejado, não há justificativa para a substantivação do adjetivo senatória. Dessa forma, sua posição se sustenta na análise da evolução linguística e na autoridade dos dicionários, reafirmando a correção do termo senatoria e a inadequação de senatória no sentido contestado pelo leitor.