Resumen:
Discute a proposta de reforma Parlamentarista, rebatendo críticas feitas pelo jornal Diário Carioca, que a classificou como a "Ameaça Pilla". O editorial do jornal sugere que a mudança beneficiaria Getúlio Vargas, permitindo sua eleição indireta pelo Congresso Nacional. Pilla refuta essa alegação, demonstrando que a emenda prevê a Inelegibilidade do presidente em exercício por seis anos após o término do mandato, impossibilitando a candidatura de Vargas. Critica a falta de rigor da Imprensa Brasileira na discussão de temas políticos fundamentais, sugerindo que o erro do jornal pode ter sido causado por desinformação ou má intenção. Ele esclarece que a restrição à reeleição presidencial já fazia parte da emenda Parlamentarista desde sua apresentação à Constituinte de 1946, evidenciando que a proposta não surgiu como uma manobra circunstancial, mas como um meio de combater os vícios do Presidencialismo Personalista. Destaca que, ao contrário do que sugere o Diário Carioca, a adoção do Parlamentarismo não favoreceria Vargas, mas sim traria maior controle e responsabilidade ao governo. Ele ironiza a visão dos Presidencialistas, que tentam retratar os Parlamentaristas como ingênuos, quando, na verdade, são os defensores do Presidencialismo que se beneficiam das distorções do sistema. Reafirma a necessidade da reforma para garantir um modelo político mais equilibrado e menos suscetível ao autoritarismo e à corrupção.