Abstract:
Critica a violência policial e sua impunidade, destacando um caso em que um jornalista foi brutalizado sob o pretexto de ter sofrido apenas "empurrões". Ele argumenta que esse episódio não é um caso isolado, mas sim um reflexo de uma prática rotineira de abuso contra cidadãos comuns, especialmente os mais humildes. Mesmo quando se trata de criminosos, Pilla enfatiza que o respeito à dignidade humana deve prevalecer. Ressalta que o problema não se limita à Polícia, mas tem origem na irresponsabilidade do sistema de governo presidencialista, onde ministros e chefes de Polícia não enfrentam consequências pelos abusos cometidos por seus subordinados. No parlamentarismo, argumenta ele, um ministro poderia ser destituído pelo Parlamento, o que incentivaria um controle mais rigoroso sobre a força policial e diminuiria os casos de brutalidade. Ele denuncia que, no sistema atual, o chefe de Polícia prefere ignorar os abusos em vez de se indispor com uma corporação poderosa, já que a segurança do governo depende da vigilância policial. Essa situação leva até mesmo à solidariedade pública dos altos cargos com os agentes violentos. Conclui, portanto, que a impunidade policial não é um problema isolado, mas uma consequência estrutural do presidencialismo, que perpetua a irresponsabilidade governamental.