Resumo:
Discute a proposta de reforma do ensino médio em tramitação na Câmara dos Deputados, destacando sua importância para toda a Nação e não apenas para professores e alunos. Critica a tendência utilitarista, que busca reduzir o currículo para simplificar e facilitar o ensino, apontando que o problema pode estar mais na sobrecarga dos programas do que no número de disciplinas. Ele argumenta que o ensino médio não deve ter apenas fins práticos ou ser um mero preparatório para o ensino superior, mas sim proporcionar uma cultura geral essencial para a manutenção da democracia. A simplificação excessiva poderia comprometer essa formação. Como exemplo, menciona o latim, frequentemente considerado obsoleto, mas que, apesar de sua falta de utilidade prática, é um poderoso instrumento de formação espiritual. Compartilha sua experiência pessoal, relatando como inicialmente rejeitou o latim, mas mais tarde reconheceu seu valor. Segundo ele, a falha está na forma como as disciplinas são ensinadas, tornando-as desinteressantes para os alunos. Por fim, Pilla ressalta que o verdadeiro problema do ensino no Brasil está na qualidade dos professores e na motivação dos alunos. Sem melhorias nesses aspectos, qualquer reforma será ineficaz.