Resumen:
Analisa a mudança no comportamento das classes conservadoras no Brasil, especialmente aquelas ligadas à produção, como o comércio, a indústria e a agricultura. Ele observa que, por muito tempo, essas classes permaneceram silenciosas, aceitando passivamente as decisões do governo. No entanto, nos últimos anos, elas passaram a se manifestar, criticando as ineficiências do Estado e participando ativamente do debate político. Enquanto a oposição no Congresso Nacional enfrenta dificuldades para ser ouvida, devido ao ceticismo e à sua própria impotência política, as classes produtivas agora assumem um papel mais vocal. Seus encontros e assembleias tornaram-se espaços de discussão sobre os problemas do país, sinalizando uma revitalização do espírito público. Alerta, porém, para o risco da formação de partidos de classe, que colocam interesses setoriais acima do interesse nacional. Ele defende que um verdadeiro partido político deve equilibrar as demandas individuais com as necessidades do coletivo, sem fragmentar ainda mais a sociedade. Enxerga essa nova postura como um fenômeno positivo, desde que canalizado corretamente. A participação política dessas classes pode fortalecer a democracia, desde que evite a armadilha do corporativismo e busque soluções que beneficiem a sociedade como um todo.