Resumen:
Comenta a mudança de posição do deputado Gustavo Capanema em relação ao presidencialismo. Antes um defensor ferrenho do sistema, Capanema agora admite que, caso a próxima eleição presidencial fracasse, será necessário mudar a forma de governo. Pilla vê essa declaração como um avanço, mas também como uma postura perigosa, pois demonstra passividade diante da iminente crise política. Critica a ideia de esperar que ocorra uma catástrofe institucional para então se pensar em reformas, comparando essa atitude à decisão de operar um paciente já moribundo. Além disso, Pilla destaca que alguns parlamentares adotaram uma posição mais pragmática: embora não tenham assinado a Emenda Parlamentarista, comprometeram-se a votá-la e avaliar sua renovação no ano seguinte, dependendo da conjuntura política. Ele compara essa abordagem à "terapêutica expectante" da Medicina, onde se aguarda a evolução do quadro antes de intervir, mas mantendo-se preparado para agir se necessário. Por outro lado, Pilla critica Capanema por ultrapassar o limite da prudência e aceitar o risco de um colapso político sem agir preventivamente. Ele alerta para os perigos da sucessão presidencial em um sistema baseado na concentração de poder pessoal e reforça a necessidade de uma mudança de regime antes que seja tarde demais.