Resumo:
Compara duas situações que envolvem a reação de figuras públicas à imprensa. No primeiro caso, o deputado Heitor Beltrão, conhecido por sua honestidade e simplicidade, foi alvo de calúnia por um jornal ligado ao governo. Sua resposta foi recorrer à justiça, buscando provar sua inocência ou obter retratação. No segundo caso, uma reportagem denunciou a existência de uma "caixinha" eleitoral para financiar a campanha do partido governista, prática comum no cenário político brasileiro. O secretário de Estado mencionado na matéria, Leonel Brizola, sentiu-se ofendido, mas, ao invés de processar a imprensa para esclarecer os fatos, reagiu com violência, tentando resolver a questão por meios pessoais. Destaca a contradição entre as atitudes dos dois políticos: enquanto Beltrão confiou na legalidade e nos tribunais para defender sua honra, Brizola recorreu a métodos autoritários, sugerindo que a força poderia substituir a verdade. Critica essa postura, ressaltando que figuras públicas devem estar sujeitas à crítica e que a imprensa exerce um papel essencial na fiscalização do poder. A comparação entre os dois episódios evidencia diferentes mentalidades no meio político: uma que respeita o Estado de Direito e outra que se apoia na intimidação.