Resumo:
Analisa a substituição do sistema presidencialista pelo parlamentarismo, respondendo às críticas do sr. Paulo Lauro, que se opõe à reforma. Destaca que a questão não envolve "paixão popular", mas uma necessidade lógica, que deve ser abordada de maneira serena e sem demagogia. Ele observa que, apesar de não haver manifestações de rua, a proposta parlamentarista é amplamente apoiada no Congresso, com 180 deputados e uma maioria no Senado favoráveis à reforma. Esse apoio crescente, que se iniciou na Assembleia Constituinte e se consolidou nas legislaturas seguintes, reflete uma mudança de opinião pública sobre o presidencialismo. Argumenta que, embora o sistema atual tenha falhado, a reforma parlamentarista se tornou uma solução madura e razoável para um regime que já não atende às necessidades do país. Ele critica a visão de que a reforma não suscita debates, afirmando que, embora as discussões sobre o presidencialismo tenham diminuído, o parlamentarismo tem sido amplamente debatido e exposto, sem a necessidade de confronto direto nas ruas. Conclui que a reforma é uma resposta lógica à falência do atual sistema presidencialista, e deve ser adotada com a devida reflexão e compreensão do momento político.