Resumen:
Critica a defesa do sistema presidencialista apresentada por Danton Jobim, especialmente no contexto das federações. Jobim considera o presidencialismo adequado, pois cria um forte poder executivo central, necessário para a coesão das federações. Pilla, no entanto, argumenta que a federação não exige, intrinsecamente, um governo central tão forte, uma vez que seu objetivo principal é reduzir a centralização do poder, característica dos sistemas unitários. Ele explica que, historicamente, os Estados Unidos, ao formarem sua federação, passaram por um processo de transformação que resultou em um governo central excessivamente forte, mas isso não foi uma necessidade da federação, e sim uma consequência de uma situação histórica específica. Ainda destaca que, se a monarquia tivesse prevalecido nos Estados Unidos, poderia ser ela considerada uma forma legítima para manter a federação. No Brasil, o contexto era diferente: não se tratava de unir estados independentes, mas de dar autonomia a províncias que haviam sido subjugadas ao governo central. A adoção do presidencialismo, portanto, foi um erro, cujas consequências se agravam com o tempo devido ao crescente poder do Estado. Para Pilla, a solução seria a adoção do sistema parlamentarista, que ele vê como a única forma de salvar a democracia e restaurar a verdadeira federação no país, que, de fato, se tornou uma ficção legal sob o regime presidencialista.