Resumo:
Faz uma análise crítica da história política brasileira, argumentando que a experiência prática com os sistemas de governo adotados no país fornece uma evidência clara da falência do presidencialismo. Segundo ele, o Brasil experimentou o sistema parlamentar durante o Império e o sistema presidencial tanto na monarquia quanto na república, e o resultado foi sempre o mesmo: distúrbios, convulsões e a degradação do país. Ele menciona o Primeiro Reinado e a Regência, períodos nos quais o presidencialismo e a falta de governança responsável geraram crises, contrastando com o sistema parlamentar, que espontaneamente trouxe um período de paz e prosperidade para a América Latina. Argumenta que, após 65 anos de desastrosa experiência com o presidencialismo republicano, continuar insistindo nesse modelo é insensato. Ele critica aqueles que, apesar das evidências históricas, se mantêm apegados a abstrações ideológicas, defendendo a superioridade do sistema parlamentarista, que ele considera infinitamente mais eficaz. Lamenta que, mesmo entre homens cultos e patriotas, alguns se fechem em suas crenças, incapazes de reconhecer a falência do presidencialismo, o que prejudica a busca por uma solução para a crise política do país. Ele conclui que, em vez de persistir no erro, é urgente adotar o sistema parlamentar para a "salvação nacional".