Resumo:
Aborda o impacto negativo do dinheiro nas eleições brasileiras, evidenciando como candidatos com grandes recursos financeiros superam os mais qualificados, mas sem recursos suficientes. Ele observa que a corrupção eleitoral, embora tenha surgido com o sigilo do voto, é uma consequência direta de um sistema que permite a compra de votos e favorece os candidatos mais ricos. Destaca um paradoxo na política brasileira: a Constituição de 1934 tentou criar uma democracia fundada em partidos nacionais, mas a lei eleitoral permitiu que esses partidos se fragmentassem, dando ênfase ao voto pessoal e à individualização da política. Isso, segundo ele, facilita a corrupção, pois os candidatos ricos ou com cargos públicos utilizam seu poder financeiro para influenciar o processo eleitoral, superando tanto os adversários quanto os aliados. Critica o sistema eleitoral por permitir a competição intrapartidária, em vez de uma luta entre partidos, e sugere que a solução seria adotar o voto exclusivamente na legenda partidária, como em países com representação proporcional. No entanto, ele observa que essa mudança esbarra no personalismo dos políticos brasileiros, que preferem focar em suas próprias eleições e acreditam que a eleição pessoal é a chave para seu sucesso.