Abstract:
Discute a questão da sucessão da presidência da Câmara dos Deputados, após a transferência de Nereu Ramos para o Senado. Reflete sobre o processo de escolha do novo presidente da Câmara e questiona a ideia de que esse cargo deve ser sempre ocupado pelo representante do maior partido, no caso, o Partido Social Democrático (PSD). Argumenta que a presidência da Câmara não deve ser encarada como um cargo partidário, mas como uma alta magistratura que deve representar todos os partidos. Para ele, a presidência deve ser exercida por um parlamentar que tenha qualidades pessoais como integridade, imparcialidade, energia, tolerância, inteligência e cultura, e não apenas pela força política de seu partido. Defende que os líderes da Câmara, ao escolherem o novo presidente, devem se concentrar nas qualidades pessoais dos deputados e não nas legendas partidárias. Além disso, ele sugere que a Câmara deve apagar as referências partidárias da lista de deputados para focar nas habilidades e qualidades que os tornarão aptos a exercer a presidência e os outros cargos da Mesa. Acredita que, ao adotar esse critério, o Poder Legislativo ganhará maior autoridade e respeito, cumprindo seu papel de forma mais eficaz e imparcial. Enfatiza a importância de considerar a competência individual, acima das convenções partidárias, para a escolha dos líderes do Legislativo.