Resumo:
Analisa o apelo à união nacional feito por Etelvino Lins para garantir uma sucessão presidencial pacífica. Embora reconheça a autoridade do governador para propor tal conciliação, Pilla considera que o problema não pode ser resolvido apenas por um acordo político. No presidencialismo, o poder do presidente da República é grande demais para que grupos políticos abram mão dele voluntariamente antes do pleito. Assim, a união nacional só ocorre depois da eleição, quando o vencedor negocia a paz em troca de concessões. Compartilha a preocupação de Lins com a estabilidade do regime e defende um acordo geral para proteger as liberdades públicas e garantir a sobrevivência do país. No entanto, argumenta que tal consenso é inviável sob o atual sistema presidencialista, que fomenta a disputa ao invés da coordenação política. Enquanto o poder estiver centralizado em uma única figura, a luta pelo cargo será inevitável. Sugere que o parlamentarismo ofereceria uma solução mais natural para a desejada união nacional. No novo sistema, o governo surgiria do Congresso, refletindo a composição da representação nacional e permitindo uma governança baseada na colaboração e corresponsabilidade. Para ele, apenas um governo coletivo e responsável pode viabilizar uma política verdadeiramente conciliadora. Conclui que essa é a única via segura para evitar crises políticas e garantir um futuro estável para o país.