Abstract:
Descreve, de forma crítica e irônica, a corrida presidencial no Brasil, comparando-a a uma "caça à Presidência". A metáfora central é a de um animal arisco, que, como a Presidência, é disputado por muitos caçadores. A eleição, que ocorre apenas a cada cinco anos, gera uma intensa e feroz competição entre os candidatos. A busca pela presidência é retratada como uma verdadeira perseguição, com “caçadores” derrubando cercados e pisoteando terras, investindo grandes somas de dinheiro, tudo para capturar o prêmio político. A disputa é mostrada como algo grandioso e empolgante, mas também repleta de riscos, com candidatos (ou “cavaleiros”) arriscando tudo na luta pelo poder. No entanto, revela que, embora o povo assista à disputa acreditando que ela é para seu benefício, na realidade, ele apenas troca de "senhor", ou seja, de governante. A mudança de liderança não traz, em essência, um real benefício para a população. A caça à presidência é descrita como uma ilusão, onde apenas um sairá vitorioso, mas muitos pagarão o preço da competição, e, no final, pouco mudará para o povo. A crítica implícita ao sistema político e eleitoral é clara, destacando a superficialidade e os interesses próprios que regem o processo.