Resumo:
Reflete sobre as declarações dos ministros da Guerra, brigadeiro Eduardo Gomes e general Teixeira Lott, que afirmaram, durante a cerimônia de hasteamento da bandeira, que a bandeira do Brasil nunca mais cobriria governos de exceção, enfatizando o compromisso com a democracia. No entanto, Pilla alerta que, embora as palavras sejam reconfortantes, elas não são suficientes para garantir a continuidade democrática do país. A democracia precisa funcionar de maneira efetiva, caso contrário, o regime poderá colapsar, independentemente da boa vontade das autoridades. Critica a atual situação do regime presidencialista, que, após 65 anos de experiências frustradas, mostra sinais claros de falência, especialmente quando comparado ao sistema parlamentar do Segundo Reinado. Ele afirma que persistir no modelo presidencialista é um erro grave, pois ele tem levado o Brasil à degradação. Em sua opinião, a preservação da democracia requer reformas urgentes nas instituições e nos costumes, caso contrário, o regime estará fadado à dissolução. Embora as palavras tranquilizadoras das autoridades militares busquem passar confiança, Pilla enfatiza que a situação política exige ação imediata e reformas profundas. A inação ou a crença de que a democracia está garantida sem mudanças estruturais pode resultar no fim do regime democrático, uma vez que a crise do sistema presidencialista é iminente.