Resumo:
Critica os parlamentaristas, acusando-os de desconhecerem a verdadeira essência do sistema parlamentarista, além de considerá-los arrogantes e pretensiosos. Ele argumenta que, embora se apresentem como líderes políticos, na realidade, esses indivíduos não têm capacidade para orientar a vida pública de maneira eficaz. Refere-se ao debate sobre a reforma parlamentarista que se arrasta desde a Assembleia Constituinte de 1946, destacando a persistência da discussão e o apoio crescente à mudança, com dois terços da Câmara dos Deputados se posicionando favoráveis à reforma. No entanto, ele afirma que os parlamentaristas ainda não entenderam a essência do sistema que defendem, o que reforça sua crítica à falta de clareza e compreensão deles. Também menciona que, ao longo de oito anos de debates, figuras importantes como Aliomar Baleeiro e Hermes Lima, que inicialmente defendiam o parlamentarismo, acabaram cedendo aos argumentos presidencialistas. Sugere que a verdadeira compreensão sobre o sistema parlamentar só poderia vir de pessoas como Júlio de Mesquita Filho, com quem ele, em algum momento, se aliou na tentativa de corrigir o regime. O tom crítico é intenso, e o ele desqualifica os argumentos dos parlamentaristas, considerando-os, na maioria, inadequados para lidar com a complexidade política do Brasil.