Resumo:
Faz uma análise crítica do "Programa Básico" elaborado pelo ministro Marcondes Filho, durante o governo de Café Filho. Começa reconhecendo que, após uma semana, finalmente leu o programa, mas acredita que ele não terá impacto duradouro, já que o presidente Café Filho possui apenas dez meses restantes de mandato. Ele considera o programa uma medida emergencial, sem grandes inovações ou expectativas de mudança substancial. Critica a abordagem do governo, fazendo uma comparação com a administração do falecido Getúlio Vargas, ao sugerir que a maneira como o programa foi tratado remete ao estilo de governo pessoal, sem a devida participação dos ministros e partidos políticos. Para ele, a ausência de uma verdadeira consulta aos partidos e a falta de envolvimento dos ministros tornam o processo político fraco e concentrado no poder pessoal do presidente. Ele aponta que o sistema político brasileiro, tal como estabelecido pela Constituição, inevitavelmente leva ao poder centralizado, e, ao observar o governo de Café Filho, sente como se Vargas ainda estivesse no poder, com Marcondes Filho ocupando a função de ministro. Reflete uma crítica à fragilidade do sistema político brasileiro e à tendência de personalismo no governo, sugerindo que o país precisa de um programa mais substancial e participativo para avançar.