Resumo:
Aborda as críticas feitas à Emenda Parlamentarista por parte dos últimos defensores do sistema presidencialista. Ele observa que esses críticos, ao focarem em aspectos secundários, como o veto presidencial, falham em compreender o sistema parlamentar, confundindo-o com um governo convencional. Destaca que as atribuições conferidas ao presidente da República pela emenda são as que pertencem ao chefe de Estado no sistema parlamentar, e não ao chefe de governo, que deve ser o gabinete de ministros, responsável politicamente. Ele explica ainda que, ao contrário do presidencialismo, onde o presidente detém poderes executivos, no parlamentarismo o presidente é destituído de responsabilidade política e as decisões executivas cabem ao gabinete. Responde à crítica de que o veto, um poder do presidente, seria um obstáculo ao parlamentarismo, explicando que o veto é uma prerrogativa típica do chefe de Estado, funcionando como uma "válvula de segurança", raramente utilizada. Ele cita exemplos de países como França e Itália, cujas constituições parlamentares incluem o veto de forma semelhante, mesmo que com diferentes nomes ou circunstâncias. Em sua argumentação, Pilla critica a falta de entendimento dos defensores do presidencialismo sobre o funcionamento do sistema parlamentarista e reforça que, mesmo com o veto, a estrutura e a dinâmica do poder executivo seriam mais equilibradas e responsáveis politicamente.