Resumo:
Responde a Gustavo Corção, que criticou a ideia de maioria absoluta na eleição presidencial, considerando-a reacionária e inoportuna. Pilla expressa surpresa pelo apoio dado à Emenda Novais Filho, defendendo a importância de adotar uma solução prática para a crise política brasileira, ao contrário de sugerir um regime parlamentarista como Corção havia feito. Pilla se coloca como um político militante e deputado, enfatizando que, apesar de ser um defensor do parlamentarismo, deve lidar com a realidade atual, que é o sistema presidencialista, com suas falhas e dificuldades. Ele argumenta que, se a ideia de "salvação nacional" fosse possível, muitas propostas, incluindo a de maioria absoluta, perderiam sua relevância. Contudo, como representante da Nação, ele sente a obrigação de tentar fazer o sistema presidencialista funcionar, em vez de se acomodar diante da crise. Pilla se posiciona como um militante ativo em busca de soluções práticas dentro do sistema vigente, ao contrário de teorizar sobre alternativas que ainda não se aplicam à realidade política do país. Ele destaca a diferença entre o pensamento doutrinário de Corção e a ação prática que ele próprio, como político, considera necessária para enfrentar a crise.