Resumo:
Discute o apelo de Einstein, divulgado por Bertrand Russell, que alerta para o maior desafio da humanidade: evitar a destruição por meio da guerra, especialmente da guerra atômica. A guerra, que no passado era vista como natural devido ao instinto predatório humano, se tornou um absurdo com o tempo, especialmente após as duas grandes guerras mundiais, que demonstraram que nem os vencedores nem os vencidos saem ilesos desses conflitos. Destaca a obra de Norman Angell, A Grande Ilusão, que argumenta que as guerras modernas não trazem vantagens, mas apenas perdas para todos os envolvidos. Com o advento das armas atômicas, a guerra se torna mais do que uma loucura – ela se transforma em um suicídio coletivo. Critica a proposta de proibição das armas nucleares, alegando que ela é pueril, pois, se uma guerra for deflagrada, ninguém deixará de usar essas armas se houver uma chance de vitória. O verdadeiro problema, segundo Pilla, não é o uso das armas, mas a guerra em si, que só pode ser evitada com uma organização política global que garanta a paz. Após a Segunda Guerra Mundial, a divisão da humanidade em dois blocos opostos dificultou a criação dessa estrutura global. Conclui que, sem essa organização da paz, a guerra, especialmente a guerra atômica, será inevitável.