Resumo:
Aborda a cisão interna do Partido Social Democrático (PSD), destacando a separação entre duas correntes políticas dentro do partido. A primeira, alinhada com o governo de Getúlio Vargas, priorizava a busca pelo poder e pela manutenção da administração vigente. A segunda corrente, mais ética e voltada para princípios democráticos, visava uma postura mais independente e responsável, considerando os interesses nacionais acima das ambições pessoais ou partidárias. A separação começou a se concretizar com a postura do PSD do Rio Grande do Sul, que se manteve distante das ações do governo Vargas, demonstrando uma postura de independência e dignidade partidária. A partir disso, outras seções, como as de Pernambuco e outras regiões, começaram a se manifestar contra a política do partido e do governo, em particular em relação à sucessão de Vargas, que se via ameaçada por manobras que poderiam levar a outro golpe de Estado. Critica a postura da liderança nacional do PSD, que se opôs às propostas de união nacional e de escolha de um candidato que inspirasse confiança. Ao invés disso, a direção optou por um candidato alinhado com os interesses do partido, sem considerar as demandas da nação e dos outros partidos. Conclui que o PSD estava dividido entre um partido comprometido com o poder e outro comprometido com os interesses públicos, refletindo a complexidade da política brasileira na época.