Abstract:
Comenta a carta do embaixador Osvaldo Aranha, que propõe a adoção imediata de uma reforma parlamentarista como solução para a crise política do Brasil. Embora Aranha não seja um parlamentarista convicto, reconhece a necessidade urgente de reformar o sistema de governo para evitar o agravamento da situação. O embaixador, com sua inteligência e sensibilidade, tentou promover o consenso entre os candidatos à presidência e os partidos, visando a aprovação de uma Emenda à Constituição. No entanto, Pilla aponta que essa tentativa foi frustrada, considerando-a uma batalha perdida. Além disso, critica o esforço do deputado Afonso Arinos, que se concentrou em um debate secundário sobre a cédula oficial, desviando a atenção da verdadeira urgência da reforma parlamentarista. Reflete sobre o fato de essas disputas representarem "batalhas perdidas", mas sustenta que a guerra pela reforma ainda não está perdida. Ele acredita que a Câmara dos Deputados, onde a votação final ocorrerá, pode ser decisiva. Alerta que, se os argumentos apresentados por Aranha e Arinos não forem considerados, a crise política se aprofundará, e o Congresso falhará em sua principal função. A falência do processo parlamentar pode agravar a situação, e ninguém sabe o que poderia ocorrer após essa falha, tornando a crise ainda mais perigosa para o futuro do país.