Resumo:
Critica a ideia de que a Constituição de 1946 deve ser mantida intacta e inviolável, sem possibilidade de reforma. Para ele, essa visão é absurda e perigosa, pois a Constituição prevê sua própria modificação legal, quando necessário. Diante da grave crise política que o país atravessa, Pilla defende que a solução seria uma reforma parlamentarista, conduzida dentro dos trâmites legais. Ele rebate o argumento de que não se pode mudar as regras do jogo depois de iniciado, afirmando que a eleição de 3 de outubro ainda não começou, sendo esta apenas uma fase de posicionamento dos candidatos. Cita o caso da eleição de 1950, quando se discutiu a exigência de maioria absoluta. Antes do pleito, rejeitou-se a mudança das regras, pois não favorecia nenhum candidato. Após a eleição, quando a maioria absoluta passou a interessar, tentou-se retomá-la. Ele critica essa incoerência, defendendo que mudanças devem ocorrer no momento adequado e não para favorecer interesses individuais. Conclui que o mais importante não é o interesse dos candidatos, mas o interesse do país. Se a Nação decidir cancelar o pleito em benefício próprio, isso deve ser respeitado. Afinal, a democracia não é um simples jogo entre candidatos, mas um processo voltado para o bem comum da sociedade.