Resumo:
Comenta sobre a criação, em Washington, de uma escola voltada para os líderes do Partido Republicano dos Estados Unidos. Contrariando a expectativa de uma instituição destinada ao aperfeiçoamento intelectual e político, a escola tem o objetivo simples de ensinar aos líderes como ganhar eleições. O curso dura apenas três dias, e, ao final, os participantes são preparados para disseminar os conhecimentos adquiridos em suas cidades. O foco dessa escola é assegurar a reeleição do presidente Eisenhower em 1956. Observa que essa abordagem revela a degradação do sistema presidencialista, que se resume a um processo eleitoral contínuo, sem o desenvolvimento de ideais políticos consistentes. Ele compara os partidos norte-americanos com os europeus, destacando que, enquanto os primeiros são apenas estruturas para eleições, os segundos representam princípios e tendências, com a eleição sendo apenas o ponto de partida para uma ação política mais profunda no parlamento. Critica o presidencialismo e o estilo político americano, sugerindo que, em países como o Brasil, essas mesmas falhas se manifestam de forma mais acentuada. A criação da escola nos EUA, na visão dele, simboliza o quão rasos e mecânicos se tornam os processos políticos em um sistema que não valoriza a continuidade das políticas públicas ou o aprimoramento das ideias, mas se limita à vitória eleitoral.