Abstract:
Critica a postura do Partido Social Democrático (PSD) em relação às reformas políticas. O partido anunciou a intenção de implementar reformas após o pleito, como a maioria absoluta e a cédula oficial, medidas que ele considera necessárias para garantir a legitimidade do sufrágio. Embora reconheça que a iniciativa seja positiva, Pilla lamenta que tais reformas não tenham sido propostas antes das eleições, quando poderiam ter contribuído para uma situação política mais estável. Destaca que as mudanças reivindicadas eram adequadas para a época das eleições, mas, após sua realização, é fundamental adotar uma reforma eleitoral profunda. Sugere que o PSD proponha uma reforma baseada no Código Eleitoral de 1932, incluindo a anulação do alistamento eleitoral atual, que considera repleto de fraudes. Para ele, o partido precisa ir além das reformas emergenciais e realizar uma transformação substancial no regime eleitoral. Questiona se o partido majoritário estará disposto a levar adiante mudanças radicais ou se se contentará com pequenas concessões, como já ocorreu em legislaturas anteriores. Ele expressa ceticismo quanto à capacidade do PSD de promover reformas significativas, dada a resistência histórica do partido a mudanças profundas.