Resumen:
Critica a defesa de Pedro Dantas do sistema presidencialista, destacando as falhas na sua implementação prática. Dantas afirma que o regime presidencial, enquanto conceito, é bom, mas que a sua aplicação tem sido prejudicada pelas falhas dos governantes. Pilla, no entanto, argumenta que o problema não está na teoria, mas na prática, e que o "regime-papel" não pode ser defendido quando, na realidade, o sistema tem se mostrado ineficaz. Ele critica a distorção do sistema presidencialista, onde o Poder Executivo acaba por se tornar excessivamente forte, subjugando o Legislativo. Segundo Pilla, isso ocorre não por falha do sistema em si, mas pela falta de ação e resistência do Congresso, que se submete ao Executivo por escolha própria. Compara a situação com a de um engenheiro que, ao perceber que um projeto não funciona, deveria modificá-lo, mas Dantas, como "engenheiro", insiste em defender o projeto teórico, sem considerar as falhas práticas. Questiona a relevância de manter um sistema que não funciona adequadamente, argumentando que, ao contrário de Dantas, o foco deveria ser a análise do funcionamento real e não da teoria que não se sustenta na prática.