Resumen:
Expressa uma visão crítica sobre a vitória de Juscelino Kubitschek, reconhecendo sua firmeza e perseverança diante das dificuldades enfrentadas durante a campanha. Contudo, o autor levanta questões sobre a postura do presidente eleito após sua vitória. Ele aponta que, apesar da satisfação legítima de Kubitschek, algumas atitudes o preocupam, como a viagem ao exterior antes de sua diplomação e as festas grandiosas planejadas para a posse. Sugere que essas manifestações de alegria, que lembram mais uma coroação de um monarca do que um evento democrático, não são apropriadas dada a situação do país, que está longe de ser próspera. Ele argumenta que o Brasil, em crise, deveria esperar um líder mais comedido e humilde, que, ao invés de se exibir, aguardasse a concretização de seus feitos antes de celebrar com pompa. A magnificência das comemorações, segundo Pilla, é inadequada para um país que está em dificuldades, fazendo-o recordar de momentos históricos que poderiam estar em desacordo com a realidade brasileira. Finaliza com a esperança de estar errado quanto às suas preocupações, mas ressalta a necessidade de cautela diante da grandiosidade da situação.