Resumo:
Utiliza a metáfora do carnaval para criticar a política brasileira, descrevendo-a como uma farsa constante onde os políticos, como foliões, mascaram suas verdadeiras intenções e interesses. Para ele, a maioria dos políticos veste a fantasia de "amigos do povo", mas na prática, agem de forma contrária aos interesses populares, alimentando-se da demagogia. O povo, seduzido pelo espetáculo, acredita nas promessas e segue o jogo, apesar de sofrer com as consequências. No "carnaval político", Pilla destaca diversos tipos de personagens: o defensor da Constituição, que se apresenta como seu protetor, mas a desrespeita na prática; o homem austero, cuja farsa de ser sério e incorruptível é desmontada pelas ações contraditórias; e o político tipo "D'Artagnan", que se apresenta como herói em causas nobres, mas cultiva interesses ocultos. Estes e outros tipos de políticos compõem um cenário de farsa, onde a verdade é distorcida e a política é uma constante encenação. Alerta que esse "carnaval político" é perigoso e, embora seja uma diversão passageira, a perpetuação dessa farsa pode levar a tragédias. A folia política, como todo carnaval, tem um fim, e muitas vezes esse fim é marcado por consequências trágicas, como mostram os exemplos históricos.