Abstract:
Analisa a falência da democracia brasileira, criticando o sistema presidencialista que, após mais de 65 anos de vigência, não só fracassou em melhorar o funcionamento do país, como também agravou sua degeneração. O cronista destaca que, embora o sistema possa parecer bom teoricamente, sua aplicação prática tem se mostrado cada vez mais desastrosa. Reflete sobre a incapacidade do país de adaptar-se ao sistema, mesmo após tentativas, como revoluções, que se mostraram contraproducentes. A crítica de Pilla se estende ao fato de que a falência do sistema presidencialista gerou uma crise moral profunda. Ele atribui a irresponsabilidade generalizada como a principal causa dessa crise, destacando que a impunidade sistemática alimenta a imoralidade, que começa nas esferas governamentais e se espalha para a imprensa, comércio, indústria e, finalmente, para as relações privadas. Observa que, no atual cenário, o homem público honesto é visto como ridículo, e a ética é desconsiderada em prol da corrupção generalizada. Ao concluir, Pilla expressa um pessimismo sobre o futuro do Brasil, sugerindo que o país não tem salvação enquanto o sistema presidencialista, responsável pela degradação das instituições e valores, continuar em vigor.