Abstract:
Raul Pilla, em declarações ao jornal O Globo, discutiu a proposta de emenda parlamentarista que seria apresentada na Câmara dos Deputados. A emenda prevê a aplicação imediata do parlamentarismo, com um período de transição para que o presidente eleito pelo sufrágio popular conclua seu mandato. Demonstrou disposição para aceitar uma composição sobre o tema, afirmando que a emenda poderia ser aprovada com o apoio do PSD, partido interessado na reforma. Ele destacou que, embora algumas pessoas preferissem que a reforma começasse após o término do mandato de Juscelino Kubitschek, ele não tomaria a iniciativa dessa posição. Para ele, a reforma deveria ser implementada o quanto antes, pois a mudança para o parlamentarismo resolveria a "dificultosa situação política" do presidente. Afirmou que o regime atual, de presidencialismo, deveria ser superado até 1960, o que melhoraria o clima político no país. Além disso, ele comentou sobre a proposta de eleição imediata de um novo presidente caso a reforma fosse aprovada, discordando da ideia do ponto de vista político. Embora não houvesse impedimentos formais, Pilla considerou um erro afastar o apoio de forças que ainda se sentem leais a Kubitschek. Isso adiaria a reforma, e a mudança de sistema deveria ocorrer sem prolongamentos, com foco no interesse público.