Resumo:
No contexto do parecer Monteiro de Barres, Pilla se expressou criticamente sobre a decisão tomada. Para ele, a concisão do parecer é exemplar, mas isso não impede que sejam visíveis os subterfúgios e os interesses ocultos. Aponta que a questão deveria ser resolvida pelos partidos, mas questiona a representatividade desses partidos no Congresso e se o regime representativo realmente está funcionando. Ele questiona se o Congresso, como órgão legítimo, perdeu sua capacidade de decidir. Ao mesmo tempo, Pilla reconhece as dificuldades do relator, considerando que ele pertence a um partido presidencialista que, ao mesmo tempo, defende o parlamentarismo em seu programa. Porém, ao ser confrontado com a necessidade de adotá-lo, o partido se recusa. Pilla vê essa atitude como um reflexo das contradições e das complexidades da política brasileira. Ele sublinha que, ao final, esse tipo de comportamento é uma característica frequente nas decisões políticas do país.