Resumo:
Discute a diferença entre os sistemas de governo presidencialista e parlamentarista, destacando as implicações para o comportamento dos governantes e a responsabilização no contexto político. Ele argumenta que, sob o presidencialismo, a irresponsabilidade das autoridades é comum, resultando em excessos policiais e violência, como os recentemente observados na capital. Para Pilla, o presidencialismo favorece a inércia e a falta de consequências imediatas para ações erradas por parte das autoridades. Em contraste, no sistema parlamentarista, ele afirma que a responsabilidade seria mais imediata e eficaz. O governo, se fosse o responsável pelos excessos, cairia rapidamente após uma moção de censura no Congresso Nacional, o que não ocorre no presidencialismo, onde os inquéritos se arrastam sem resultados concretos. A moção de censura ou desconfiança seria um mecanismo decisivo para responsabilizar os governantes, diferentemente do sistema atual, onde as autoridades escapam frequentemente das consequências de suas ações. Também critica a resposta oficial do governo a certos eventos, onde a negação dos fatos ocorre apesar da evidência evidente. Ele conclui ressaltando a diferença fundamental entre os dois sistemas: o presidencialismo tende a funcionar como uma "ditadura constitucionalizada", enquanto o parlamentarismo representa uma democracia funcional e representativa.