Resumen:
Defende a necessidade urgente de uma reforma profunda no regime político brasileiro, dada a decadência progressiva da vida pública. Ele critica as modificações superficiais feitas nas Constituições de 1934 e 1946, como a simples presença dos ministros no Congresso, que, segundo ele, são paliativos ineficazes. O verdadeiro remédio, argumenta, é substituir o regime presidencialista pelo parlamentarismo, com base na experiência histórica do Brasil e na boa doutrina democrática. Refuta a alegação de que o Brasil não está preparado para o sistema parlamentarista, afirmando que este é mais fácil de ser praticado do que o presidencialismo. Ele explica que o parlamentarismo é natural e fisiológico, funcionando melhor com a implementação gradual. Em contraste, o presidencialismo tem sido prejudicial, deseducando e pervertendo a política brasileira. Argumenta que, enquanto os Estados Unidos foram a única nação a conseguir implementar o presidencialismo com sucesso, o sistema parlamentar tem sido amplamente adotado por diversos países ao redor do mundo, incluindo nações de diferentes raças e níveis culturais. Ele conclui que, com o apoio crescente da Câmara dos Deputados, a emenda parlamentarista já se apresenta como o caminho indicado para uma reforma significativa.