Resumen:
Analisa as diferenças entre os sistemas parlamentar e presidencialista de governo, destacando as vantagens do primeiro, especialmente na elaboração do orçamento. Segundo Pilla, no sistema parlamentar, a presença constante dos ministros nas Câmaras confere maior coesão e eficiência ao processo legislativo, em contraste com o presidencialismo, onde o Legislativo, ao elaborar o orçamento, frequentemente age sem a devida coordenação com o Executivo. Isso resulta em políticas orçamentárias contraditórias e em um desgoverno no planejamento financeiro do país. Cita a opinião de Wilson, em seu livro Governo Congressual, sobre a dificuldade do sistema presidencialista americano, onde o Tesouro possui recursos “fáceis de coletar, mas difíceis de gastar”, explicando que isso ocorre pela falta de um governo centralizado e responsável pela administração financeira. A crítica de Pilla se concentra na fragmentação das responsabilidades no sistema presidencialista, onde as comissões agem de maneira descoordenada, ao contrário do sistema britânico, onde a política financeira é dirigida por um ministério compacto e homogêneo. Para ele, o modelo presidencialista impede que a administração financeira seja feita de forma eficiente, pois carece de uma liderança unificada e responsável, o que leva a uma gestão confusa e ineficaz. Em seu ponto de vista, o sistema parlamentarista permite uma gestão financeira mais coesa e eficaz, contrastando com os problemas de governança e administração financeira do modelo presidencialista.