Resumo:
Reflete sobre o poder do veto presidencial e suas implicações para o processo democrático. Embora seja um poder importante, Pilla destaca que o veto não é absoluto e pode cair em determinadas situações, como quando o presidente demonstra desinteresse ou falta de fundamentação em sua decisão. A prática do veto, que deveria ser excepcional, se tornou rotineira, mostrando a leviandade com que é utilizado. Também observa que, em casos em que projetos de lei atendem a interesses individuais ou grupais, o Congresso muitas vezes se submete à pressão, enquanto os princípios gerais ficam em segundo plano. Isso ocorre porque os parlamentares, em busca de favoráveis à sua base, ignoram o interesse público. Lamenta a ausência de espírito público no país, onde os interesses particulares prevalecem sobre os gerais, e critica a falta de sensibilidade para questões mais amplas. Em relação à reforma parlamentarista, Pilla reconhece as dificuldades que ela enfrentaria em um contexto de corrupção e falta de comprometimento com a vida pública. No entanto, ele acredita que a única forma de salvar o país seria restaurar a normalidade do processo democrático. Para Pilla, a reforma é necessária para restaurar o equilíbrio entre os poderes e revitalizar a política nacional, que foi pervertida ao longo dos anos pelo sistema presidencialista e pelas suas falhas.