Resumo:
Analisa a situação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), apontando suas fraquezas e contradições internas. Critica a constante crise dentro do partido, que sempre teve uma história de lutas intestinais, especialmente após a morte de seu fundador, Getúlio Vargas. Um exemplo recente da crise é o caso de acusações feitas por Ilacir Pereiro Lima contra o presidente nacional do partido, João Goulart, sobre o manejo de fundos partidários. Pilla destaca que, apesar de se autodenominar um partido dos trabalhadores, o PTB tem grandes recursos financeiros à sua disposição, o que é paradoxal, já que partidos de classes mais abastadas encontram dificuldades para arrecadar fundos. Aponta que o PTB é uma agremiação heterogênea, composta não apenas por trabalhadores, mas também por grandes proprietários e industriais que sustentam interesses poderosos. Isso faz com que o partido seja mais uma extensão do "getulismo" do que um verdadeiro partido trabalhista. Critica a falta de consistência ideológica do PTB, que vive à sombra de Getúlio Vargas e, apesar de ser rico, é fraco em termos de coesão. A salvação do partido, segundo Pilla, seria uma depuração, eliminando os elementos que não correspondem aos ideais trabalhistas. Conclui que, apesar da necessidade de um partido trabalhista autêntico no Brasil, as chances de sua existência real são mínimas.