Resumen:
Critica as cerimônias suntuosas que acompanham a posse dos presidentes na América Latina, comparando-as com práticas monárquicas. Ele argumenta que a posse de um presidente é um ato de rotina democrática, sendo apenas a substituição do titular do cargo mais alto do Estado, sem grande significado externo. Para ele, o aparato cerimonial típico da posse presidencial em países latino-americanos lembra mais a coroação de um monarca, algo que não se justifica na democracia republicana. Faz uma analogia com a monarquia britânica, onde a cerimônia de coroação tem um caráter histórico e simbólico importante, representando a continuidade e estabilidade do regime. No entanto, ele considera que a pompa que envolve a posse de presidentes na América Latina não condiz com a natureza democrática da república. Sugere que, em vez de enviar embaixadas especiais e criar um evento luxuoso, seria mais adequado e financeiramente responsável que o país enviasse seus representantes diplomáticos normais para a posse, com uma demonstração de amizade mais modesta, mas igualmente sincera. Em sua crítica, ele destaca a disparidade entre as práticas cerimoniais latino-americanas e o que seria esperado em uma verdadeira democracia republicana, questionando o valor e a necessidade desses rituais de grandiosidade.