Resumo:
Expressa uma admiração cautelosa pelos Estados Unidos, destacando a figura de Wilson e Franklin Roosevelt, que tentaram organizar a vida internacional, sendo Wilson especialmente admirado por seu idealismo. Contudo, Pilla critica aspectos contraditórios da postura política dos EUA. Embora o país se apresente como defensor da democracia, ele se revela indiferente a regimes autoritários e até apoia ditaduras, como no caso do peronismo, que, ao modificar sua postura em relação aos EUA, recebeu a simpatia norte-americana. Questiona essa contradição, explicando que os EUA consideram as nações latino-americanas como peças do jogo político internacional, dispostas a mover conforme seus interesses, sem considerar o valor intrínseco dessas nações. Vê nisso uma demonstração de soberano desprezo pelos povos latino-americanos, que são percebidos como subdesenvolvidos e incapazes de praticar a democracia. Isso leva os EUA a apoiar regimes tirânicos, desde que esses regimes atendam aos seus interesses. Considera esse comportamento um erro e um crime, especialmente porque os Estados Unidos, ao imporem o presidencialismo e outras práticas políticas na América Latina, contribuem para o atraso político da região, agravando ainda mais os problemas estruturais dos países latino-americanos. Assim, ele critica a postura dos EUA, que, em vez de resgatar sua culpa histórica, agrava sua responsabilidade no atraso político da América Latina.