Resumen:
Critica a proposta de supressão dos partidos pequenos, afirmando que ela é inconstitucional, reacionária e antidemocrática. Ele destaca que o artigo 56 da Constituição garante que a Câmara dos Deputados seja composta por representantes do povo eleitos por meio de representação proporcional. Esse sistema visa refletir as diversas correntes de pensamento político da sociedade, de forma que cada grupo tenha representação proporcional à sua força eleitoral. Segundo Pilla, a exclusão dos partidos menores violaria esse princípio fundamental da democracia, pois limitaria a expressão de diferentes opiniões e tendências. Para Pilla, a democracia representativa não é uma simples questão de maiorias e minorias, mas um processo complexo e delicado que envolve a elaboração da vontade coletiva através do contraste de ideias. A representação proporcional é vista como o instrumento que garante essa pluralidade no debate político. A proposta de limitar os partidos ao excluir os menores, em favor dos mais fortes, não só prejudicaria a representação de grupos menores, como também seria inconstitucional, pois destruiria a proporcionalidade garantida pela Constituição. Argumenta que uma lei que exclua os partidos pequenos seria injusta e inconstitucional, pois privados de representação, esses grupos perderiam seu direito legítimo de voz no processo político. Assim, ele conclui que tal proposta é contrária aos princípios da democracia e da Constituição, prejudicando uma parte significativa da população.