Abstract:
Critica a ineficácia do governo vigente, destacando a inflação, a dissolução moral e a ausência de soluções para os problemas do país. Ele aponta que, sob o sistema presidencialista, um governante inepto ou corrupto não pode ser removido antes do fim de seu mandato, independentemente do prejuízo causado à nação. Argumenta que essa rigidez leva a um ciclo de crises, golpes e revoluções, já que não há meios legais para substituir governos incapazes. Mesmo quando um presidente é eleito democraticamente, ele pode decepcionar a maioria que o elegeu, sem que haja mecanismos institucionais para corrigir o erro. Dessa forma, o presidencialismo beneficia os políticos em detrimento do país, consolidando um sistema que perpetua o poder pessoal, a irresponsabilidade e a corrupção. Compara essa realidade ao parlamentarismo, no qual o governo seria exercido por um Conselho de Ministros, podendo ser substituído rapidamente por meio de moções de desconfiança, sem abalos institucionais. Isso garantiria maior flexibilidade política e permitiria a formação de um governo mais eficiente e alinhado com as necessidades nacionais. Ele conclui que a verdadeira causa dos males nacionais não está apenas nos governantes, mas no próprio sistema presidencialista, que degrada a política e favorece a prepotência e a corrupção. A única solução viável seria uma reforma do sistema de governo, que exigiria inteligência e decisão política para ser implementada.