Resumen:
Comenta sobre o escândalo envolvendo a Chefia do Escritório Comercial do Brasil em Roma e a necessidade de se acabar com órgãos criados para beneficiar amigos e protegidos do poder político. Critica a criação desses cargos, que, embora possam ter tido uma justificativa inicial, servem apenas para distribuir sinecuras e não para contribuir efetivamente com o país. Ele concorda com a ideia de eliminar esses escritórios comerciais, mas alerta que o problema não reside apenas nesses órgãos específicos. O verdadeiro mal está na decadência e na degeneração de toda a vida pública brasileira, que se caracteriza pela irresponsabilidade política e administrativa. Argumenta que o caso dos escritórios comerciais é apenas um sintoma de uma crise mais profunda que afeta a gestão pública do país. Defende a necessidade de uma reforma total para combater essa corrupção e ineficiência. No entanto, ele expressa incerteza sobre como essa reforma poderia ocorrer de maneira convencional, pois acredita que o Brasil chegou a um ponto em que qualquer solução menos drástica já não seria suficiente. Ele conclui que o único caminho restante para o país é uma profunda reforma, que se faça de maneira urgente e eficaz.