Resumo:
Critica o estado de decadência e desgoverno no Brasil, que, em sua visão, tem se intensificado ao longo de várias décadas. Ele afirma que o governo transformou-se em uma indústria do poder, onde a demagogia tomou o controle e os problemas essenciais foram negligenciados. Um exemplo claro dessa falência do governo é a questão dos transportes no país. Apesar do crescimento geral, Pilla aponta que o sistema de transporte regrediu, com a deterioração das ferrovias e da navegação, que antes eram eficientes no Império e na Primeira República. Após a Revolução de 1930, a intervenção estatal na economia, em vez de melhorar a infraestrutura, agravou a situação, levando à falência do sistema de transportes. Contesta a ideia de que o país vive uma "crise de crescimento", sugerindo que o que realmente ocorre é a falta de capacidade do governo de gerenciar os recursos adequadamente. Ele reforça a ideia de que, embora o Brasil continue a produzir, a falta de um sistema de transportes eficiente impede que essa produção seja bem distribuída, gerando uma situação de "inanição" econômica. A crítica é exemplificada por uma carta do Governador do Rio Grande do Sul, Ildo Meneghetti, que argumenta que, com melhores transportes, o Brasil não precisaria importar produtos essenciais. Conclui questionando se o Brasil realmente enfrenta uma crise de crescimento ou se o problema é a incompetência do poder público.